Professora da UFV lidera desenvolvimento de tecnologia para detectar metanol em bebidas adulteradas

Ferramenta facilita processos de fiscalização e investigação, permitindo identificar adulterações com mais agilidade

Professora da UFV lidera desenvolvimento de tecnologia para detectar metanol em bebidas adulteradas
Divulgação/UFV

Após os casos de intoxicação por metanol registrados no ano passado em diferentes estados do Brasil, pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV) desenvolveram uma nova tecnologia para identificar a presença da substância em bebidas alcoólicas e álcool combustível. As ocorrências, que ganharam repercussão nacional, deixaram pelo menos 10 mortos e provocaram casos de cegueira, após o consumo de bebidas destiladas adulteradas com metanol — produto altamente tóxico, sem cor e sem sabor.

Diante da gravidade da situação, a equipe coordenada pela professora Maria do Carmo Hespanhol, do Departamento de Química da UFV, em parceria com o pesquisador Celio Pasquini, do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas, iniciou o desenvolvimento de um método capaz de detectar, de forma direta e rápida, teores acima do permitido da substância.

A tecnologia criada é portátil, confiável e voltada para facilitar processos de fiscalização e investigação, permitindo identificar adulterações com mais agilidade. A iniciativa surge como resposta à necessidade de ampliar mecanismos de controle e garantir maior segurança aos consumidores, especialmente diante de episódios que evidenciaram os riscos da comercialização irregular de bebidas.