Viçosa tem menor inflação em 10 meses

Mesmo com inflação baixa, cesta básica subiu e compromete 41% do salário mínimo

Viçosa tem menor inflação em 10 meses
Reprodução/internet

O Índice de Preços ao Consumidor de Viçosa (IPC-Viçosa), calculado pelo Departamento de Economia da UFV, registrou em junho a menor inflação do ano e dos últimos 10 meses. A variação foi de 0,17% no mês passado, abaixo do IPCA nacional, que ficou em 0,24% no mesmo período.

Dos sete grupos que compõem o índice local, cinco apresentaram alta. Os maiores reajustes ocorreram nos grupos Habitação (1,14%) e Vestuário (1,06%). Também tiveram aumento Saúde e Cuidados Pessoais (0,76%), Educação e Despesas Pessoais (0,68%) e Artigos de Residência (0,39%).

No grupo Habitação, principal responsável pela manutenção da inflação no município, o destaque foi a alta de 2,94% na energia elétrica residencial. O aumento está relacionado à adoção da bandeira vermelha patamar 1 nas contas de luz, conforme determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A medida foi motivada pela transição do período chuvoso para o período seco, o que reduziu o nível dos reservatórios e exigiu o acionamento de usinas termelétricas, de custo mais elevado.

Por outro lado, os grupos Transporte e Comunicação (-0,25%) e Alimentação (-1,05%) apresentaram queda. Em Alimentação, os principais recuos foram nos preços de cereais, leguminosas e oleaginosas (-6,39%), hortaliças e verduras (-4,32%) e bebidas não alcoólicas (-4,52%). Em Transporte e Comunicação, o destaque foi a redução de 6,65% no preço da passagem Viçosa–Juiz de Fora.

CESTA BÁSICA

Apesar da inflação baixa, o custo da cesta básica em Viçosa subiu 1,81% em junho, passando de R$ 615,81 para R$ 626,93 — um acréscimo de R$ 11,12. O item que mais pressionou o valor foi o tomate, com aumento de 10,54%. Segundo o IPC, o frio intenso e as geadas diminuíram o ritmo de maturação do fruto, o que reduziu sua oferta no mercado.

Em termos práticos, o trabalhador viçosense que recebeu um salário mínimo de R$ 1.518,00 em junho comprometeu 41,29% da renda para adquirir os produtos da cesta básica de alimentação. Em maio, esse percentual havia sido de 40,56%.