Defesa Civil condena casas com risco de desabamento na Rua dos Passos

Rachaduras e trincas apareceram após rompimento de adutora do Saae e moradores aguardam resultado de perícia solicitada pela Justiça

Jul 2, 2021 - 15:06
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Dois imóveis localizados na Rua dos Passos, no centro de Viçosa, foram interditados pela Defesa Civil Municipal no início de junho após aparecimento de trincas e rachaduras. Os moradores das casas nº 651 e nº 675, localizadas na esquina com a rua Benjamin do Carmo, aguardam o resultado de uma perícia judicial que pode apontar a causa dos problemas apontados pela Defesa Civil.

Uma das possíveis causas apontadas está relacionada ao vazamento de uma adutora do Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), no subsolo da via onde as casas estão localizadas. Em abril do ano passado, tal adutora se rompeu, nesta esquina, e o Saae teve trabalho para estancar o vazamento. Na época, o imóvel nº 675 apresentou as primeiras rachaduras e trincas, problema se estendeu para o imovel vizinho, o nº 651, neste ano.

A Defesa Civil foi acionada pelos moradores no início de junho e constatou as avarias nas estruturas de ambas as casas, ordenando a desocupação. No intuito de levantar as causas dos danos, a justiça foi acionada por uma das famílias. O processo já está tramitando na comarca de Viçosa e a juíza Dra. Giovanna Travenzolli Abreu Lourenço nomeou uma perícia judicial independente.

Segundo informações de uma das famílias, a perícia foi realizada e acompanhada portécnicos do Saae e da Secretaria de Obras da Prefeitura. “Nossa intenção não é apontar culpados. Nosso interesse é saber o que houve e quando poderemos reformar nossa casa para podermos voltar”, disse uma moradora, que afirmou ainda acreditar na influência do trânsito de veículos pesados que utilizam a via.

A Defesa Civil Municipal foi procurada para comentar o caso e informou à reportagem que atuou conforme a legislação. “Nosso objetivo principal é garantir a proteção das pessoas e foi isso que fizemos assim que constatamos os danos nas estruturas”, reiterou o coordenador do órgão, Cristimar do Vale Castro. O Saae também foi procurado e o diretor-presidente, Marcos Nunes, declarou que está ciente do problema, no entanto, também aguarda o resultado da perícia para tomar as providências que cabem à autarquia.