Mesmo em situação de urgência, Miguel da Silva Souza, criança de Paula Cândido com 13 anos de idade, está desde a última terça-feira, 7, em um leito da UTI do Hospital São Sebastião, em Viçosa, à espera de uma cirurgia para tratar uma fratura no fêmur, osso localizado próximo à coxa.
O cenário se agrava ainda mais por Miguel ser diagnosticado com a rara Distrofia Muscular de Duchenne, que causa uma degeneração dos músculos ao longo do tempo, prejudicando na mobilidade e em outras atividades.
A fratura aconteceu, inclusive, porque ele perdeu o equilíbrio, tropeçou e quebrou o osso enquanto estava na escola.
Segundo a família do menino, o Hospital São Sebastião, no entanto, não tinha leitos disponíveis para atender o caso e, por isso, abriu-se a necessidade de transferência.
Só que, mesmo com diversas tentativas através da Core (Central de Operações para Regulação Estadual), o tio de Miguel, Alan Souza, disse que as tranferências foram recusadas pelos hospitais de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Ponte Nova. A justificativa foi que todos os leitos estavam superlotados.
As tentativas continuam com o objetivo de encontrar um lugar adequado para a cirurgia de Miguel.
De acordo com o Ministério da Saúde, pacientes com a Distrofia de Duchenne que sofrem algum tipo de fratura devem partir para a cirurgia em até 7 dias após a lesão. Caso contrário, podem sofrer problemas sérios de saúde e, em casos extremos, perder parte ou toda a sua mobilidade. Assim, a família corre contra o tempo para impedir maiores problemas ao menino, que segue acamado.