Cidadãos debatem sobre Reforma Administrativa na Câmara de Viçosa

Giovanni Giacomini e Euzébio Luiz Pinto defenderam redução de jornada de trabalho e criticaram reforma

Cidadãos debatem sobre Reforma Administrativa na Câmara de Viçosa
Divulgação/Câmara de Viçosa

Na reunião da Câmara de Viçosa desta segunda-feira, 1º, dois cidadãos estiveram presentes para tratar de temas de repercussão nacional: a Reforma Administrativa, em tramitação no Congresso Nacional, e o plebiscito popular sobre jornada de trabalho e tributação dos super-ricos.

O servidor da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Giovanni Giacomini, destacou os possíveis impactos da Reforma Administrativa no serviço público. Segundo ele, a proposta pode fragilizar o modelo de Estado de Bem-Estar Social previsto na Constituição de 1988. Giacomini ressaltou que o discurso de excesso de servidores e ineficiência do setor público tem sido utilizado para justificar a transferência de serviços essenciais para a iniciativa privada.

“Não há como resolver 37 anos de desmonte em 45 dias. Todos os cidadãos precisam ser escutados”, afirmou, representando um movimento que reúne diferentes segmentos do serviço público.

Na sequência, Euzébio Luiz Pinto, conhecido como Zé Bi Sabiá no meio da capoeira, trouxe à pauta o plebiscito popular contra a escala de trabalho 6x1 e em defesa da taxação dos super-ricos. Ele defendeu jornadas mais equilibradas, que permitam tempo para família, lazer e descanso, citando experiências internacionais que já apontam ganhos de produtividade em modelos menos exaustivos.

“A quem pesa mais 5% de imposto? À pessoa que luta para fazer compras no supermercado ou àqueles que têm milhões investidos em fundos e bolsas de valores?”, questionou.

O vereador Professor Idelmino (PCdoB) chegou a se manifestar, concordando com os cidadãos e dizendo que a reforma representa retrocesso, com prejuízos para os servidores e para a população que depende dos serviços públicos.