A advogada de Ponte Nova Daniela Gomes Ibrahim foi denunciada pelo Ministério Público sob a acusação de que ela teria cobrado R$ 4 mil para mandar um perito da Polícia Civil apagar provas de um crime cometido na região.
A denúncia relata que Daniela teria exigido a respectiva quantia de um familiar do réu, acusado de tráfico de drogas após investigações policiais. O valor seria destinado ao perito.
Segundo as informações, o agente policial utilizaria seu acesso ao sistema e excluiria integralmente as mensagens e arquivos utilizados na investigação para confirmar os crimes do acusado.
A Justiça de Ponte Nova acatou, em agosto, a denúncia do MP, e determinou a suspensão cautelar do exercício de advocacia de Daniela, que atuava na área criminal. No dia 18 daquele mês, o juiz da 2ª Vara Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Ponte Nova, Guilherme Barros Dominato, determinou o levantamento do sigilo dos processos, tornando os autos oficialmente públicos.
Já em 28 de agosto, a Justiça negou o pedido da OAB-MG para atuar como assistente de defesa da advogada no processo. Segundo o magistrado, a própria acusada, por meio de seus advogados, é quem possui legitimidade para defender seus interesses processuais.
A defesa de Daniela Gomes Ibrahim afirmou que está à disposição das autoridades competentes. "A defesa reafirma sua confiança nas instituições e no devido processo legal, e ressalta que qualquer manifestação pública de juízo de valor sobre os fatos, antes da apresentação formal da defesa técnica e do regular exercício dos procedimentos processuais cabíveis, seria precipitada e contrária às garantias constitucionais do contraditório, da ampla defesa e da presunção de inocência", ressalta.
Já a Polícia Civil nega a participação de um perito no crime. Em nota, a companhia disse que não foi identificada qualquer participação, solicitação de vantagem, recebimento de valores ou prática ilícita por parte de perito ou de qualquer outro servidor da Polícia Civil.