Viçosa registra 74 acidentes com animais peçonhentos no 1º semestre de 2026

Número é equivalente ao mesmo período de 2025 e quase o dobro dos registrados em todo o ano de 2024

Viçosa registra 74 acidentes com animais peçonhentos no 1º semestre de 2026

De 1º de janeiro a 1º de julho de 2026, Viçosa registrou 74 acidentes envolvendo animais peçonhentos, sendo a maioria relacionada a escorpiões. O número é quase que o dobro dos registrados em todo o ano de 2024 e é equivalente à quantidade de casos registrados no mesmo período em 2025. Em 2023, foram 33 ocorrências.

Os dados foram cedidos ao Folha da Mata através da  Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Ponte Nova, vinculada à Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG)

Dos 73 casos, 19 acidentes foram ocasionados por serpentes, 17 por aranhas, 35 por escorpiões, um por lagarta e um “outros”. A parte do corpo mais atingida foi o pé (13), seguido pelo dedo da mão, pela perna e mão, cada um com 12 ocorrências. Também foram relatadas picadas na cabeça (3), no braço (4), no antebraço (4), no tronco (2), na coxa (3), no dedo do pé (6). Dois casos não foram identificados.

No que se refere às partes do corpo mais atingidas durante as ocorrências, temos: cabeça (3), braço (4), antebraço (4), mão (12), dedo da mão (12), tronco (2), coxa (3), perna (12), pé (13), dedo do pé (6), ignorado/em branco (2).

Considerando a ocorrência por faixa etária, foram 18 casos notificados de 50 a 59 anos; e 13 casos de 1 a 19 anos. Em relação à associação das ocorrências a acidentes de trabalho, 6 estão associadas e 66 não possuem vinculação.

SINTOMAS E PREVENÇÃO

De acordo com o Ministério da Saúde, a picada de escorpião provoca dor imediata na maioria dos casos, acompanhada de formigamento, vermelhidão e suor no local. Após alguns minutos ou horas, principalmente em crianças, que são mais vulneráveis ao veneno, os sintomas podem evoluir para tremores, náuseas, vômitos, agitação, salivação excessiva e hipertensão.

Escorpiões urbanos alimentam-se principalmente de baratas e são comuns em locais com acúmulo de lixo. Não atacam, mas se defendem ao se sentirem ameaçados. Em casas e apartamentos, medidas como o uso de soleiras em portas e janelas, telas em ralos, pias e tanques, bem como a manutenção de camas e berços afastados das paredes, são fundamentais. Também é importante aparar o gramado e evitar que roupas de cama ou mosquiteiros toquem o chão.

Nas áreas rurais, é essencial preservar os predadores naturais dos escorpiões, como lagartos, sapos e aves noturnas, especialmente corujas. Luvas e botas de couro devem ser utilizadas ao manusear entulho ou materiais de construção. Essas medidas ajudam a reduzir o risco de acidentes.

Matéria publicada na edição 3629 do jornal Folha da Mata - 23/07/2026. Se você quer ver com exclusividade, fique sempre de olho na banca mais próxima da sua região!