Ervália é alvo de busca e apreensão da PF contra suspeitas de fraude

Procedimentos administrativos e localidades específicas são investigados como possíveis formas de acobertamento de movimentações financeiras voltadas às fraudes

Ervália é alvo de busca e apreensão da PF contra suspeitas de fraude
PF/divulgação
A Polícia Federal deflagrou na última quinta-feira, 17, a 10ª fase da Operação Overclean, a qual visa apurar possíveis fraudes em contratações conduzidas por uma organização criminosa. O Município de Ervália foi um dos alvos de busca e apreensão da companhia.
Além da cidade ervalense, também receberam equipes da PF outras localidades na Bahia, em São Paulo, no Tocantins, Paraná e Espírito Santo. Até ontem, 17, mais de R$ 250 mil já haviam sido apreendidos.
A Polícia Federal investiga suspeitas de ações criminosas realizadas por meio da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte entre 2024 e 2025. De acordo com informações já levantadas pelo órgão, mais de R$ 80 milhões foram movimentados por, ao menos, três contratos. Outros processos também seguem sendo analisados e mais detalhes serão divulgados pela PF oportunamente.
A suspeita é de que os valores tenham sido direcionados para outros procedimentos voltados ao fornecimento de serviços e materiais didáticos, na tentativa de acobertar as movimentações financeiras. 
Segundo a Polícia Federal, o esquema investigado na Operação Overclean envolvia a infiltração de integrantes de uma organização criminosa na Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte para direcionar licitações e contratos a empresas ligadas ao grupo.
As investigações apontam que três contratos firmados na área de materiais e serviços educacionais somaram cerca de R$ 84 milhões, dos quais mais de R$ 77 milhões foram pagos. 
As contratações foram realizadas em 2024, durante a gestão do ex-prefeito Fuad Noman, que morreu em março de 2025. 
Entre os investigados estão o ex-secretário municipal de Educação de BH Bruno Barral e os empresários José Marcos Moura, conhecido como "Rei do Lixo", e Alex Parente. 
Os suspeitos são investigados por crimes como fraude em licitações, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.