Em reunião com Minaspetro, Bárbara Botega defende modernização dos postos e melhores condições de trabalho

Em reunião com Minaspetro, Bárbara Botega defende modernização dos postos e melhores condições de trabalho

Bárbara Botega debate fim da escala 6x1 e autoabastecimento em reunião com Minaspetro

Encontro discutiu impactos de mudanças na jornada de trabalho e a adoção de modelo híbrido de autoabastecimento em finais de semana e feriados

A candidata a deputada federal Bárbara Botega (Novo) se reuniu com a diretoria do Minaspetro, na segunda-feira (31/8), em Belo Horizonte, para conhecer as principais demandas do setor de revenda de combustíveis e discutir propostas em tramitação no Congresso Nacional que podem alterar a rotina dos postos e de seus trabalhadores.

Entre os principais temas do encontro estiveram a discussão sobre o fim da escala 6x1 e a possibilidade de adoção de um modelo híbrido de autoabastecimento, especialmente nos finais de semana e feriados, como alternativa para ampliar a flexibilidade operacional do setor.

Para Bárbara, as duas discussões precisam ser analisadas de forma conjunta, considerando tanto as demandas dos trabalhadores quanto as particularidades de segmentos que mantêm operações durante todos os dias da semana.

“É legítimo que o trabalhador queira mais tempo com sua família, mais descanso e qualidade de vida. Mas qualquer redução de jornada precisa considerar a realidade de setores que funcionam sete dias por semana, inclusive aos domingos e feriados. Não podemos aprovar uma obrigação e simplesmente deixar para o empresário descobrir sozinho como manter a operação funcionando”, afirmou.

  • Autoabastecimento como alternativa

A proposta discutida pelo setor não prevê necessariamente a substituição integral dos frentistas. O modelo considera a possibilidade de os postos adotarem o autoabastecimento em determinados períodos, como finais de semana e feriados, preservando o atendimento tradicional nos demais horários e permitindo que cada estabelecimento organize a operação conforme sua realidade.

“Se estamos discutindo diminuir jornadas e ampliar períodos de descanso, precisamos também discutir quais instrumentos podem ajudar as empresas a absorver essa mudança. Permitir mais tecnologia, automação e flexibilidade operacional é uma maneira responsável de buscar esse equilíbrio”, afirmou Bárbara durante o encontro.

A candidata ressaltou ainda que a modernização não deve ser tratada como sinônimo de precarização ou eliminação indiscriminada de empregos.

“O debate não precisa ser entre trabalhador e empresário. Precisamos encontrar soluções que protejam quem trabalha e, ao mesmo tempo, permitam que a empresa continue aberta, competitiva e capaz de gerar empregos. O autoabastecimento parcial pode ser uma dessas ferramentas.”

  • Produtividade e redução de custos

Durante a reunião, a diretoria do Minaspetro destacou as especificidades do setor de combustíveis. Os postos mantêm operações contínuas, em muitos casos 24 horas por dia, inclusive aos sábados, domingos e feriados, o que torna mudanças generalizadas na jornada de trabalho especialmente sensíveis para o segmento.

Bárbara defendeu que eventuais alterações nas regras trabalhistas sejam acompanhadas por medidas capazes de aumentar a produtividade e reduzir custos operacionais.

“Não faz sentido o Estado diminuir a possibilidade de organização da jornada de um lado e impedir inovação do outro. Se queremos construir relações de trabalho mais modernas, precisamos dar liberdade para que as empresas também modernizem sua operação.”

Segundo a candidata, a discussão sobre o autoabastecimento deve considerar questões como segurança, qualificação, proteção ao consumidor e uma transição responsável.

“O mundo inteiro está mudando a forma de trabalhar e de prestar serviços. O Brasil não pode tentar congelar modelos do passado. Nosso desafio é fazer essa transição de maneira segura e equilibrada.”

  • Diálogo com setores impactados

Bárbara afirmou que pretende manter diálogo com o Minaspetro e outros setores diretamente afetados pelas decisões tomadas no Congresso Nacional.

“Antes de votar uma lei, um parlamentar precisa entender quem será afetado por ela. É nessa política que eu acredito: ouvir quem emprega, ouvir quem trabalha, conhecer a operação na prática e construir soluções que sejam sustentáveis para os dois lados”, declarou.

Para a candidata, o debate envolvendo jornada de trabalho e autoabastecimento também evidencia a necessidade de uma discussão mais ampla sobre a modernização das relações de trabalho no país.

“Melhorar a vida de quem trabalha é um objetivo que todos podemos compartilhar. Mas, para isso durar, precisamos preservar também a capacidade de quem gera aquele emprego. Direitos, produtividade, tecnologia e sustentabilidade das empresas precisam caminhar juntos”, concluiu.