COLUNA | A ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA
O Santo Padre, o Papa Leão XIV, referindo-se a um texto maravilhoso sobre a Virgem Maria, deixado pelos Padres do Concílio Vaticano II, no regozijo de seu Coração de Pastor, cujo final recordou: “A Mãe de Jesus, assim como, glorificada já em corpo e alma, é imagem e início da Igreja que se há de consumar no século futuro, assim também, na terra, brilha como sinal de esperança segura e de consolação, para o Povo de Deus ainda peregrinante, até que chegue o dia do Senhor (2 Pd 3,10).” (Cf. Lumen Gentium, 68).
O Sumo Pontífice, Leão XIV, prossegue assegurando: “Maria, que Cristo Ressuscitado levou consigo, em corpo e alma, para a glória, brilha com ícone de esperança para os seus filhos peregrinos na História. O dia mais feliz na Vida da Santíssima Virgem Maria é exatamente o dia de Sua Glorificação, ou seja, Sua Assunção aos Céus, declarado dogma de fé pelo Papa Pio XII, a 1º de novembro de 1950, através da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus: ‘A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial’”.
Não fora o materno amor de Maria por toda a humanidade, Ela não teria esperado todo o tempo de Sua existência temporal para vivenciar este grandioso mistério.
A Igreja celebrava anteriormente a “Dormição”, porque foi sonho de amor. Até que chegou à elucidação de que se tratava mesmo era da “Assunção de Nossa Senhora ao Céu”, pois o Senhor reconheceu e recompensou, com antecipada glorificação, todos os méritos da Mãe, principalmente, alcançados através de um SIM que passou por provações de incomensuráveis dores, diante da Paixão e Morte de Seu Divino Filho.
Maria contava com perto de 50 anos quando Jesus subiu ao Céu. Tinha sofrido muito: as dúvidas do seu esposo, o abandono e a pobreza de Belém, a fuga para o Egito, a perda prematura do Filho, a separação no princípio do ministério público de Jesus, o ódio e a perseguição das autoridades, a Paixão, o Calvário, a morte do Filho e, embora tanto sofrimento, São Bernardo e São Francisco de Sales nos apontam o amor pelo Filho que havia partido, como motivo de Sua morte.
Maria não subiu ao Céu, como fez Jesus, com a Sua própria virtude e poder, mas foi erguida por graça e privilégio que Deus Lhe concedeu como a Virgem antes do parto, no parto e depois do parto, como a Mãe de Deus. Na contemplação do Santo Rosário, o quarto mistério glorioso aborda o tema da Assunção de Nossa Senhora. Trata-se do único mistério do santíssimo Rosário que não é mencionado diretamente na Bíblia.
Entretanto, a partir dos Atos dos Apóstolos, lemos sobre a presença de Nossa Senhora junto do grupo, o tempo todo. Considerando que “eles eram assíduos na fração do pão...”, Atos 2, 42, Ela não podia deixar de estar presente no meio da primeira geração cristã, nas celebrações eucarísticas denominadas à época ‘fração do pão’. Ninguém melhor do que Maria pode servir-nos de apoio e guia nesta atitude de abandono. “Todas as vezes que repetimos o gesto de Cristo na Última Ceia, dando cumprimento ao seu mandato: ‘Fazei isto em memória de Mim’, ao mesmo tempo, acolhemos o convite que Maria nos faz para obedecermos seu Filho, sem hesitação: ‘Fazei o que Ele vos disser’ (Jo 2,5); (Ecclesia de Eucharistia, 54). No ‘memorial’ do Calvário, está presente tudo o que Cristo realizou na Sua paixão e morte. Por isso, não pode faltar o que Cristo fez para com sua Mãe em nosso favor. (...) ‘Eis tua Mãe’ (Jo 19,26s). Maria está presente, com a Igreja e como Mãe da Igreja, em cada uma das celebrações eucarísticas”. (idem, 55ss).
Dizendo SIM, Maria foi iluminada pelo Sol da justiça e acolheu o Salvador. Rezou e nos ensina a rezar: “Minh’alma glorifica o Senhor, meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de Sua serva”.
Fiel à sua missão de Mãe e Discípula, Maria foi conduzida por Deus, de corpo e alma, para junto de seu Filho, na glória celeste. Nosso destino é o Céu, e junto de Maria, bendizemos o Pai que A escolheu e santificou.

