Comunidade viçosense abre vaquinha para custear tratamento de cão atacado por pitbulls

Pipoca é amplamente conhecido na comunidade de Inácio Martins, em Viçosa, e ficou gravemente ferido após ser atacado por três pitbulls no dia 8 de agosto, um sábado

Comunidade viçosense abre vaquinha para custear tratamento de cão atacado por pitbulls

A comunidade viçosense abriu na última quinta-feira, 13, uma vaquinha solidária que visa arrecadar os recursos necessários para o tratamento de Pipoca, cachorro atacado violentamente por três pitbulls no bairro Inácio Martins, em Viçosa. O caso aconteceu no dia 8 de agosto, um sábado.

Aos interessados, a vaquinha está sob o nome de Sueli de Souza Cardoso, com o pix (31) 99616-0879. Com valores aproximados de R$ 6 mil, Pipoca terá de passar por diversos procedimentos médicos veterinários, além de outros tratamentos contínuos.

O CASO

Em vídeo, obtido pelo Folha da Mata, o cachorro comunitário aparece rodeado de três cachorros da raça Pitbull. O trio não parava desenfreadamente de atacar Pipoca, que, aponta as filmagens, apenas gania de dor.

Durante o momento, um dos moradores da região chegou a ligar aos órgãos competentes, mas, diz ele, sem sucesso de resgate do animal. Ele afirmou que telefonou para o Corpo de Bombeiros e foi orientado a procurar a Polícia Militar. 

Ao ligar para a PM, no entanto, o morador alega que foi novamente instruído a retomar a conexão com os Bombeiros. Após minutos à espera de uma transferência enquanto estava em ligação, a chamada foi interrompida.

Em outros registros, Pipoca volta a aparecer todo ensanguentado, com ferimentos profundos na região do quadril, próximos às pernas traseiras, além de outros machucados leves na parte do peito e na perna esquerda dianteira. 

Segundo informações repassadas ao Folha da Mata, cerca de três pitbulls andam soltos à noite naquela região. Ainda que a agressividade da raça seja um estigma, o trio costuma agir violentamente com outros animais. 

Moradores suspeitam que as investidas sejam uma maneira de proteger o território, evitando a entrada de outros cachorros na área. Populares receiam, entretanto, que o instinto predatório possa provocar ataques a crianças ou pessoas que passam pelo bairro. "Hoje pegou outro cachorro, amanhã pode ser o filho ou a filha de alguém", disse um morador ao Folha.