ALMG: Viagens da Pássaro Verde em Viçosa e região são tema em audiência pública

ALMG: Viagens da Pássaro Verde em Viçosa e região são tema em audiência pública
Ramon Bitencourt/ALMG

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) foi palco, na última semana, de queixas e reclamações acerca dos serviços prestados pela Viação Pássaro Verde, que atende Viçosa e outros municípios mineiros da região.

Os problemas foram discutidos em uma audiência pública realizada a pedido do deputado Leleco Pimentel (PT), que já disse, em julho deste ano, que promoveria o evento com o objetivo de levantar os questionamentos e esclarecê-los junto à administração direta da concessionária.
Na audiência, estiveram presentes diferentes autoridades, incluindo a Procuradora da Pássaro Verde, Rejane Suely de Sena Luberiaga, que representou a empresa.
Reclamações sobre mau cheiro, sujeiras, falta de cintos de segurança, pneu careca e atrasos constantes foram apontadas por diferentes usuários da viação. 
De acordo com o advogado Ezequiel Geraldo de Magela, teriam sido realizadas, somente nos últimos 15 dias, um total de 200 denúncias envolvendo viagens em diferentes regiões de Minas Gerais.
No levantamento,  foram destacados atrasos, ônibus sem limpeza, venda de mais passagens do que poltronas, crianças sentadas no chão, janelas fechadas e falta de ar-condicionado funcionando. 
 
Já o advogado Rogério Fernandes disse que, nas últimas três semanas, os ônibus da Pássaro Verde estavam em plena qualidade, com pontualidade no horário e ônibus em ótimas condições. Ele apontou que tal mudança foi somente ratificada após a marcação da audiência pública.
Em contrapartida, a representante da Pássaro Verde, Rejane Luberiaga, reconheceu a existência dos problemas e disse que a intenção é ter um serviço de excelência há oito anos.
“Fazemos mea-culpa e estamos constrangidos, mas também temos elementos que resultaram nisso”, disse ela, citando a pandemia e a concorrência com o transporte clandestino.
 
A representante da empresa argumentou que o serviço concessionário é caro para as empresas e obedece a regras, enquanto o clandestino não tem as obrigações das empresas. Segundo disse, sem o combate ao setor clandestino, não adianta o DER multar a viação por condição do veículo, "pois não se tem dinheiro para comprar outro (ônibus)".