Alexandre Kalil (PDT) concede entrevista exclusiva ao Folha da Mata

Alexandre Kalil (PDT) concede entrevista exclusiva ao Folha da Mata

O candidato ao Governo de Minas Gerais, Alexandre Kalil (PDT), concedeu entrevista exclusiva ao Folha da Mata nesta sexta-feira, 2. Durante a conversa, ele abordou questões relacionadas a Viçosa e à região da Zona da Mata, além de apresentar propostas para áreas como infraestrutura, saúde, economia e segurança pública.

Infraestrutura e chuvas

Sobre as chuvas que vêm atingindo Viçosa e outras cidades da região, Kalil defendeu maior organização do governo e a priorização de investimentos em infraestrutura.

O candidato citou obras de contenção de enchentes e encostas realizadas em Belo Horizonte durante sua gestão. Ele também propôs buscar recursos junto à Caixa Econômica Federal e ao governo federal para obras em municípios afetados pelas chuvas.

“Esse projeto de contenção, de saneamento, é prioritário na Caixa Econômica Federal, mas tem que haver diálogo. Você tem que conversar. É por isso que nós não apoiamos nenhum presidente da República. Quem estiver lá, terá que abrir a porta da Caixa Econômica Federal para Minas Gerais e nos receber com o apoio da nossa bancada e dos nossos senadores”, afirmou.

Economia e saúde

O candidato também abordou temas econômicos do Estado. Kalil afirmou que Minas Gerais não deveria abrir mão de receitas, como o IPVA, para os municípios.

Ele defendeu o enxugamento da máquina pública, a manutenção da arrecadação e a busca de recursos para investimentos.

Na área da saúde, Kalil afirmou que pretende aumentar a participação do orçamento estadual destinada ao setor, que, segundo ele, atualmente está em torno de 12%.

O candidato também propôs reduzir despesas administrativas e direcionar recursos para o atendimento nos municípios. Ele defendeu ainda a descentralização dos serviços de média e alta complexidade, com o objetivo de reduzir a necessidade de deslocamento de moradores de cidades menores para outras regiões em busca de atendimento.

Kalil citou experiências de sua gestão em Belo Horizonte, como a construção de unidades de saúde e a abertura de hospital. Também defendeu parcerias com o governo federal para financiar a área.

“O orçamento da saúde de Minas Gerais nunca passou dos 12%. Então, a única coisa que nós temos que fazer é aumentar. Claro que isso tem que ter vontade política. Isso não adianta você querer fazer se você não tem vontade e não dá atenção. A saúde em Minas Gerais é indecente. Nós temos que priorizar a saúde. O atendimento da saúde é dinheiro. Não existe isso de município de cidade pequena, média ou grande. É investimento.”

Segurança pública

Na parte final da entrevista, Kalil abordou a atuação de organizações criminosas em Minas Gerais. O candidato relacionou o deslocamento de criminosos para Minas Gerais à estrutura policial e à redução do efetivo em algumas áreas.

Kalil afirmou existir um déficit de cerca de 7 mil policiais civis no Estado. Ele defendeu a recomposição salarial e o aumento do efetivo das polícias.

Também propôs reorganizar as finanças estaduais para obter recursos destinados à segurança pública e defendeu maior estrutura para as delegacias e valorização das polícias Civil e Militar.

“Ela vem crescendo, mas vem crescendo por um motivo muito simples. Enquanto o Rio de Janeiro, que está perto da Zona da Mata, faz uma ação coordenada e valoriza a Polícia Civil e Militar, o bandido vai para onde não tem polícia. Nós temos um projeto de lei de recomposição salarial. Eu tenho que organizar, fazer esses bilionários pagarem imposto para eu poder chamar a polícia para a mesa, para resolver.”

Trajetória política

Alexandre Kalil iniciou sua trajetória pública no futebol e presidiu o Clube Atlético Mineiro entre 2008 e 2014, período em que o clube conquistou a Copa Libertadores da América, em 2013, e a Copa do Brasil, em 2014. Além dos títulos conquistados, Kalil ficou marcado no alvinegro, também, por ter sido o responsável pela contratação de Ronaldinho Gaúcho, em 2012. 

Na política, foi eleito prefeito de Belo Horizonte em 2016 e reeleito em 2020. Em 2022, deixou o cargo para disputar o Governo de Minas Gerais. Naquele ano, terminou o primeiro turno em segundo lugar, com 35,08% dos votos válidos, atrás de Romeu Zema (Novo).

Pesquisa Datafolha

A pesquisa Datafolha mais recente sobre a disputa pelo Governo de Minas Gerais, divulgada em 28 de setembro, mostra Cleitinho Azevedo (Republicanos) com 40% das intenções de voto, seguido por Patrus Ananias (PT), com 15%, e Alexandre Kalil (PDT), com 9%.

Na sequência aparecem Mateus Simões (PSD) e Flávio Roscoe (PL), com 5% cada; Gabriel Azevedo (MDB), com 3%; Professor Túlio Lopes (PCB), com 2%; e Ben Mendes (Missão), Henrique Áreas (PCO), Rafael Duda (PSTU) e Indira Xavier (UP), com 1% cada. Brancos ou nulos somam 9% e 10% dos entrevistados estão indecisos.

O levantamento foi realizado entre 22 e 24 de setembro, com 1.204 entrevistas presenciais em 55 municípios de Minas Gerais. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, considerando nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob os números MG-07400/2026 e BR-06824/2026.

A entrevista completa com o candidato ao Governo de Minas Gerais, Alexandre Kalil, pode ser conferida nas redes sociais do Folha da Mata, por meio deste link.