Estudante da UFV participa de expedição para investigar animais aquáticos

Janaina Hokoç participa, junto a professora do Departamento de Biologia Animal da UFV, Amanda Cunha, de uma expedição na Ilha da Trindade, onde buscam informações sobre tipos específicos de seres vivos

Estudante da UFV participa de expedição para investigar animais aquáticos
UFV/divulgação

A estudante de graduação da UFV (Universidade Federal de Viçosa), Janaina Hokoç, tem participado de uma expedição científica na Ilha da Trindade, uma das localidades mais distantes e pertencentes ao Brasil. Ela passou dias sob navegação pelo Oceano Atlântico para alcançar o território.

A convite do Laboratório de Evolução de Invertebrados Aquáticos (Leia) da UFV, Janaina integrou uma equipe que inclui a investigação de espécies de hidrozoários no ecossistema da Ilha da Trindade.  
 
Este projeto é liderado pelo professor da Universidade de São Paulo Marcos Tavares, de quem partiu o convite de colaboração para a coordenadora do Leia-UFV e especialista em hidrozoários, a professora do Departamento de Biologia Animal Amanda Cunha, e para Janaina.  
De acordo com a UFV, a busca por informações da biodiversidade dos hidrozoários - do grupo de corais, anêmonas e águas-vivas - é imprescindível para a proteção destes animais, além de se responsável por compreender especificidades da manutenção e do equilíbrio ambiental.
Janaina conta que os hidrozoários ainda não são muito bem conhecidos, até porque, em geral, são pequenos e sua identificação é “bastante especializada”. Muitas vezes, passam despercebidos. Além disso, aprender sobre esses animais pode contribuir para entendimentos mais abrangentes sobre evolução e ciclos de vida, assim como de outras áreas de estudo, como potencial biotecnológico e médico.
 
Ilha da Trindade
 
A Ilha da Trindade é considerada um laboratório único, isolado do continente brasileiro, sem população nativa ou fixa. O território fica a mais de mil quilômetros da costa brasileira, a leste da cidade de Vitória, no estado do Espírito Santo, e tem uma área de aproximadamente dez quilômetros quadrados. Hoje, é administrada pela Marinha do Brasil e turistas não possuem a permissão para visitar. O acesso é restrito a militares e pesquisadores.