Viçosa registra melhor saldo de empregos da microrregião no primeiro semestre

Município se recupera após saldo negativo em maio e encerra semestre com 131 novas vagas formais

Viçosa registra melhor saldo de empregos da microrregião no primeiro semestre

Viçosa registrou o melhor saldo de geração de empregos formais da microrregião no primeiro semestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Após encerrar o mês de maio com saldo negativo de 91 vagas, o município voltou a apresentar resultado positivo em junho e fechou os seis primeiros meses do ano com saldo acumulado de 131 empregos formais.

Em junho, foram registradas 668 admissões e 641 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 27 vagas. O desempenho representa uma recuperação em relação ao mês anterior e mantém Viçosa na liderança da microrregião em geração de empregos no acumulado do ano.

Na sequência aparecem São Geraldo, com saldo de 99 vagas, e os demais municípios da região. O pior resultado de junho foi registrado em Ervália, que encerrou o mês com saldo negativo de oito postos de trabalho. No acumulado do primeiro semestre, Canaã apresentou o menor desempenho da microrregião, com saldo de -14 vagas.

Comparação regional

Entre os principais municípios da Zona da Mata, Viçosa aparece atrás de cidades de maior porte na geração de empregos em junho. Ubá liderou com saldo de 102 vagas, seguida por Juiz de Fora (77), Leopoldina (73), Cataguases (51) e Manhuaçu e Muriaé, ambas com 39 vagas.

Na comparação dos resultados, é importante considerar o porte populacional dos municípios. Com população inferior à maior parte dessas cidades, Viçosa tende a registrar volumes menores de admissões e desligamentos. Entre os municípios citados, apenas Leopoldina e Cataguases possuem população inferior à de Viçosa.

Cenário nacional

Em âmbito nacional, a economia brasileira gerou 921.640 empregos formais no primeiro semestre de 2026, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado representa uma queda de 25% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram abertas 1,23 milhão de vagas com carteira assinada.

De acordo com o governo federal, este foi o menor resultado para um primeiro semestre desde 2020, quando o mercado de trabalho foi fortemente afetado pela pandemia da Covid-19.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, atribuiu a desaceleração da geração de empregos a fatores como a manutenção das taxas de juros em patamares elevados, as tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos e os impactos econômicos de conflitos internacionais, como as guerras no Oriente Médio e na Ucrânia.