A professora Gabrielle Ferreira Pires e a doutoranda Lais Rosa-Oliveira, ambas da UFV (Universidade Federal de Viçosa), tiveram um artigo científico publicado em uma importante revista científica internacional que trata do limite regulatório do clima em florestas secundárias na Amazônia.
Florestas secundárias são aquelas que voltam a crescer naturalmente após episódios de desmatamento, abandono ou outros usos da terra. De acordo com as autoras, já era de conhecimento da ciência que essas áreas ajudavam a regular o clima ao recuperar biomassa, retirar carbono da atmosfera e conservar a biodiversidade.
Contudo, havia uma lacuna sobre a sua capacidade de recuperar, em conjunto, funções climáticas, como chuva, evapotranspiração e resfriamento da superfície em níveis semelhantes aos das florestas primárias, mais antigas e preservadas.
É aí que o estudo da UFV revela que, embora as florestas secundárias da Amazônia tenham potencial para regular o clima de forma semelhante às primárias, a recuperação ainda é incompleta nas paisagens reais onde crescem.
As áreas regeneradas se aproximaram das florestas primárias em alguns aspectos, principalmente na evapotranspiração. No entanto, ainda apresentaram diferenças expressivas em relação à chuva e à temperatura da superfície, com disparidades mais acentuadas nas regiões com maior interferência humana, como o leste e o sul da Amazônia brasileira.
Fonte: UFV