Projeto viçosense de dança volta a realizar turnê na Bahia

Um projeto nascido em Viçosa vai voltar a circular no estado da Bahia, ganhando cada vez mais destaque e reconhecimento em cidades do Brasil. 

Projeto viçosense de dança volta a realizar turnê na Bahia
Da Favela Para O Mundo/divulgação
Fundado em 2021 e já reconhecido como Ponto de Cultura, o Projeto Da Favela Para o Mundo, dos artistas Yan Castro e Luide Barros, dá continuidade aos trabalhos de valorização cultural e resistência às formas distintas de dança brasileira. 
Desta vez, a iniciativa promoverá oficinas gratuitas, formações artísticas e o espetáculo "Olhar Complexo", um dos principais trabalhos do grupo. As ações acontecem em Caravelas, no sul da Bahia, e em Salvador, nos dias 13, 16 e 17 de outubro, respectivamente, com dois dias na capital baiana.
Yan e Luide retornam à Caravelas com um workshop gratuito de funk e passinho, no Ateliê Dandara Zumbi. Em seguida, na cidade de Salvador, eles apresentam o respectivo espetáculo no Centro Cultural SESI Casa Branca, além da realização de uma roda de conversa. 
No dia seguinte, 17 de outubro, o grupo realiza mais um workshop gratuito, dessa vez de danças urbanas e passinho. As oficinas têm o objetivo as particularidades dessas manifestações e incentiva a troca de experiências, o desenvolvimento corporal e a experimentação artística.
A circulação pela Bahia conta com o patrocínio da Viação Águia Branca e o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, Eventos, Turismo e Juventude da Prefeitura de Viçosa.
O PROJETO
 
O Projeto Da Favela Para o Mundo atua na democratização do acesso à arte e à cultura. A intenção é levar atividades artísticas a escolas, comunidades e espaços públicos, com o objetivo de valorizar o passinho, o funk e as danças urbanas. 
Outro aspecto considerado é a promoção do protagonismo juvenil, que, aliada à valorização da cultura negra, pode reconhecer manifestações culturais periféricas como expressões da identidade.
Entre os principais trabalhos está justamente o espetáculo "Olhar Complexo", no qual Yan e Luide propõem uma reflexão sobre a maneira como a sociedade enxerga a cultura negra e periférica.
Sob uma performance que une passinho, funk e danças urbanas, a montagem aborda questões como o combate ao racismo, a quebra de estereótipos e o enfrentamento à LGBTfobia, valorizando a diversidade e questionando preconceitos historicamente associados às periferias e às suas manifestações culturais.