Viçosa apresenta primeira deflação de 2026

Média de preços de agosto é a menor dos últimos 12 meses

Viçosa apresenta primeira deflação de 2026
Ronaldo Scanavini/ Folha da Mata

O município de Viçosa apresentou queda nos preços pela primeira vez desde dezembro de 2025, segundo dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Viçosa), calculado pelo Departamento de Economia da Universidade Federal de Viçosa (UFV).

Em agosto, o índice registrou variação de -0,44%, enquanto em julho havia sido registrada alta de 0,17%.

Dos sete grupos que compõem o IPC-Viçosa, cinco apresentaram variações negativas em agosto. As maiores quedas foram registradas em Vestuário (-2,01%), Habitação (-1,98%) e Transporte e Comunicação (-1,06%). Também apresentaram redução Educação e Despesas Pessoais (-0,23%) e Alimentação (-0,13%).

Por outro lado, dois grupos registraram aumento nos preços: Saúde e Cuidados Pessoais (0,69%) e Artigos de Residência (4,78%). 

Habitação

Entre os grupos analisados, Habitação apresentou queda de 1,98%. O principal fator responsável pelo resultado foi a redução de 9,72% no preço médio da energia elétrica residencial.

Segundo o IPC-Viçosa, a redução ocorreu devido à inclusão do Bônus de Itaipu nas faturas de agosto. O benefício é previsto no artigo 21 da Lei nº 10.438/2002 e corresponde a um desconto concedido a consumidores residenciais e rurais que tiveram consumo inferior a 350 kWh em pelo menos um mês do ano anterior.

O valor do bônus é calculado a partir do resultado positivo da Conta de Itaipu, referente ao excedente da operação da usina, e distribuído aos consumidores como devolução de valores.

Cesta básica

O custo da cesta básica em Viçosa também apresentou queda em agosto. O valor recuou 4,66%, registrando a segunda redução consecutiva, após queda de 4,81% em julho.

Em valores, a cesta básica passou de R$ 638,66 em julho para R$ 608,88 em agosto, uma redução de R$ 29,78.

Entre os produtos que contribuíram para a queda, destacaram-se a batata inglesa, cujo preço médio diminuiu 45,62%, e o tomate, com redução de 16,70%.

Segundo o levantamento, o preço da batata foi influenciado pelo aumento da colheita proveniente da safra de inverno, que elevou a oferta do produto. No caso do tomate, a maior produtividade e o período de safra nas regiões produtoras aumentaram a oferta no mercado e contribuíram para a redução do preço.

O trabalhador viçosense que recebeu um salário mínimo de R$ 1.621,00 em agosto gastou 37,56% da renda para adquirir os produtos que compõem a cesta básica de alimentação.

Matéria publicada na edição 3668 do Folha da Mata - 17/09/2026. Se você quer ver com exclusividade, fique sempre de olho na banca mais próxima da sua região!