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Usuários sofrem com precariedade de rodovias da região

Quem necessitar utilizar a BR-356, rodovia que liga Ervália a Muriaé, vai precisar de um esforço gigantesco para conseguir chegar ao seu destino. É que, com as chuvas desses últimos dias, o trecho entre Ervália e Rosário da Limeira está intransitável, com muita lama, buracos e poças d’água.
A indefinição das autoridades responsáveis pela realização das obras penaliza a população, que continuamente é privada de usar o trecho da rodovia ou obrigada a enfrentar sérios riscos de acidentes quando por ali passa.
Várias ações, por autoridades e instituições que defendem o direito coletivo, já foram feitas em prol das melhorias na BR-356. Entre elas, destaca-se uma da OAB de Viçosa, na gestão do advogado Leonardo Resende, em 2012, que interpôs ação civil no MPF (Ministério Público Federal) de forma a obrigar o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) a construir, em caráter de urgência, três pontes em pontos diferentes da BR-356, sendo uma sobre o Córrego Turvão, no km 213; outra sobre o Ribeirão do Bagre, no km 218; e uma sobre o Rio Preto.
À ocasião, a justiça determinou que o Dnit efetuasse reparos emergenciais na rodovia federal, no subtrecho compreendido entre a cidade de Ervália e o entroncamento com a BR-116, em Muriaé.

BR-356
Essa rodovia federal é a principal ligação entre Muriaé e Viçosa e possui intenso fluxo diário de veículos comerciais, domésticos e até oficiais, como ambulâncias e viaturas.
Ao ajuizar a ação em novembro de 2012, o MPF relatou que a situação daquele trecho da BR-356 era de abandono. Em muitos locais, não há pavimentação asfáltica e os motoristas transitam no chão de terra batida. Os buracos e lamaçais ocasionam frequentes acidentes, impedindo o tráfego na região e colocando em risco a segurança dos usuários. Também não existem sinalização, proteções laterais e estrutura minimamente adequada para o trânsito de veículos.

Paula Cândido/Divinésia

Outro desafio e pesadelo eterno vive o “pobre e pacato cidadão” paulacandense. O estado deplorável do trecho entre a cidade de Paula Cândido e o trevo de Divinésia, na rodovia MG 280, traz prejuízos financeiros e materiais a quem precisa usar a via diariamente. São apenas 14 km de uma estrada de chão poeirenta, na época da seca, e barrenta no período chuvoso.
Investidas do Estado, através do DEER (Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais) foram feitas para o tão sonhado asfaltamento do trecho, mas nem a divulgação de um edital de licitação para a contratação de uma empresa para a execução das obras de melhoramento e pavimentação do trecho, no início desse ano, surtiu efeito.
O estado de abandono da estrada colocou a Rodovia no mapa dos piores caminhos mineiros, apesar de ser uma ligação primordial entre as regiões da Zona da Mata e do Campos das Vertentes, por onde trafegam centenas de veículos diariamente.

 

Autor: Folha da Mata

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