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Paralisação Nacional dos Caminhoneiros já afeta Viçosa

Depois do terceiro dia de protesto dos caminhoneiros pelo Brasil a fora as consequências começam a ser sentidas em Viçosa. O movimento faz parte de uma manifestação nacional deflagrada na segunda-feira, 21, a paralisação começa a afetar os postos de combustíveis em Viçosa, supermercados e hortifrútis.

Em relação aos postos de combustíveis, no Tip Top, nesta quarta-feira, 23, já não se encontrava mais etanol e gasolina para a comercialização. No centro de Viçosa, os outros estabelecimentos estão funcionando na reserva do estoque de combustíveis, mas a persistir a situação a tendência é a que a oferta dure somente até amanhã, sexta-feira, 25. De acordo com alguns transportadores que atendem a cidade, não há previsão de reabastecimento porque todos os caminhões tanques estão retidos nas estradas.

Já os supermercados estão tendo problemas para oferecer produtos perecíveis, como frutas e hortaliças, uma vez que as entregas estão atrasadas desde a semana passada. A maioria das gôndolas vem sendo reposta com os produtos que ainda estão em estoque e com aqueles que são adquiridos da agricultura local.

Os Correios suspenderam, temporariamente, as postagens de encomendas com dia e hora marcados, tipo Sedex 10, 12 e Hoje. Por segurança, também será ampliado o prazo do Sedex e do PAC, bem como das demais correspondências.

Alguns trechos de rodovias de acesso às cidades próximas à Viçosa, como Abre Campo, Ponte Nova, Mariana, Ubá, Muriaé e Visconde do Rio Branco também continuam ocupados pelos caminhoneiros em greve, que permitem somente o trânsito de carros de passeio e ônibus.

Transporte coletivo

Devido a falta de óleo diesel em todo o estado por causa da greve dos caminhoneiros, a Viação União, empresa que opera o transporte coletivo de Viçosa, suspendeu os horários de reforços de todas as suas linhas, até que seja normalizado o fornecimento de combustível pelos distribuidores. Tal medida é para evitar a parada total dos ônibus.

Posicionamento da Abcam

Em nota à imprensa, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), explicou que a decisão da greve foi tomada após esperar por uma resposta do Governo Federal, que até o momento, não tomou qualquer iniciativa em relação aos pleitos da categoria.

A principal reivindicação é a retirada dos encargos tributários sobre o óleo diesel. A Abcam quer que o governo zere a carga tributária sobre operações com óleo diesel e também a isenção da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre a receita da venda interna de óleo diesel a ser usado pelo transportador autônomo de cargas.

A associação também busca discutir a política de ajuste do preço do diesel da Petrobras, que prejudica o planejamento dos caminhoneiros autônomos e afirma que a greve não tem data para terminar.

Autor: Folha da Mata

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