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ETE/Barrinha: relatório define rumo da obra

A história da construção da ETE/Barrinha (Estação de Tratamento de Esgoto de Viçosa) remonta ao ano de 2011 e a julgar pelo “andar da carruagem” delongará por bom tempo.
Em 2011 a empresa Sarsan Engenharia e Saneamento Ltda, elaborou para o Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) o projeto de desenvolvimento do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) de Viçosa, contemplando o Sistema de Tratamento – ETE Barrinha, onde a concepção apontava para depuração dos esgotos em nível secundário através do processo Reator/UASB seguido e Filtro/FBP.
Em 2012 a GMD Serviços de Engenharia e Consultoria Ltda elaborou, também a pedido do Saae, o projeto de instalação elétrica da ETE Barrinha. Ainda em 2012 a empresa 3D Engenharia fez para o Saae os projetos de estrutura de concreto para as unidades componentes da ETE. Por fim, em 2016, com as obras já paralisadas, a empresa Bloom – Consultoria e Treinamento foi contratada para elaborar um parecer técnico com objetivo de diagnosticar os problemas nas obras já implantadas e avaliar a funcionalidade de todo o sistema.
Dando continuidade ao processo de implementação do sistema de tratamento de esgotos domésticos na cidade, o Saae contratou em junho de 2017 a empresa Despro – Desenvolvimento de Projetos e Consultoria Ltda, para as devidas adequações dso projetos anteriormente elaborados, a fim de produzir um documento que viabilizasse a continuidade das obras paralisadas.
De acordo com os estudos da Despro, o processo de tratamento dos esgotos domésticos de Viçosa seguirá as diretrizes do projeto inicial, feito em 2011, onde configura a concepção geral do sistema que aponta para a depuração dos esgotos em nível secundário através do processo Reator/UASB seguido de Filtro/FBP.
O Saae é o responsável pela operação e manutenção do sistema de abastecimento de água e esgotamento sanitário de Viçosa e de acordo com os dados disponibilizados, a cidade conta atualmente com 18.257 ligações prediais de água e 17.033 ligações de esgotos. 92,37% da área urbanizada possui rede coletora que totalizam mais de 188 mil metros de canalização. Com relação ao sistema de interceptação, a cidade conta atualmente com cerca de 10 mil metros de canalização assentada, contemplando as margens do ribeirão São Bartolomeu e dos córregos Conceição e Nova Viçosa, o que representa 80% de interceptores previstos para toda a cidade.
O relatório da Despro ressalta que a canalização de interceptação do sistema já está interligada à área onde será implantada a ETE Barrinha, mas na realidade boa parte desses interceptores está estragada, principalmente, no trecho que compreende os bairros Nova Era e Cidade Nova.
Em relação as obras da Estação Elevatória Final (EEF), a Despro, em seu relatório, disse que elas se encontram parcialmente executadas e poderão ser aproveitadas para o presente projeto em sua quase totalidade. Alguns ajustes nas tubulações e nas saídas destas serão realizadas para melhor funcionamento do sistema.
De acordo com apontamentos do projeto elaborado pela Sarsan, após o tratamento preliminar, os esgotos serão conduzidos até ao Sistema de Tratamento Primário, constituído, em primeira etapa, por dois reatores anaeróbios. Na segunda etapa do projeto será implantado o terceiro reator.

 

Autor: Folha da Mata

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