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Esgoto continua correndo nos cursos d’água em Viçosa

A estiagem comum nessa época do ano vem contribuindo para a redução do volume de água nos reservatórios, rios e ribeirões que cortam a cidade. Com o volume abaixo do normal, o mau cheiro causado pelo esgoto é cada vez mais evidente, assim como a quantidade de lixo que é jogada nos ribeirões.
O desrespeito com o meio ambiente é evidente e não é preciso andar muito para constatar a morte lenta da fauna e da flora em ambientes aquáticos ocasionada pelo desleixo de quem deveria cuidar do nosso ecossistema.
No centro da cidade bastam alguns minutos observando o fluxo da água do Ribeirão São Bartolomeu e dos Córregos da Conceição e Santo Antônio para flagrar todo tipo de objeto sendo levado pela correnteza, sem contar o despejo nojento e indiscriminado de esgoto em todos eles.
A falta de educação e de consciência pela preservação ambiental é total. Em todos os cursos d’água citados é possível encontrar latas de tintas, calçados, caixas de papelão, garrafas de vidro e de plástico, madeiras, sacolas plásticas, árvores, carcaças de móveis e utensílios domésticos e por aí vai.
Na semana passada, o presidente da Associação de Moradores do Bairro Santo Antônio, Jesus Quirino da Fonseca (Muriaé), denunciou na Câmara de Vereadores o estado de abandono do Córrego Santo Antônio, onde o esgoto escorre a céu aberto e entulhos impedem o fluxo normal da água. Fotos tiradas do local comprovam o descarte irregular de lixo e esgoto, além do mato que cresce indiscriminadamente.

Interceptores
Desde 1992 o Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) vem se empenhando na construção da rede interceptora de esgotos na cidade. O projeto, de valor altíssimo, consiste na colocação de tubulações ao longo do curso d’água visando coletar os esgotos sanitários domésticos das ruas e avenidas, para direcioná-los até uma estação de tratamento de esgoto.
A partir de 1999, os interceptores começaram a ser instalados no ribeirão São Bartolomeu, iniciando nas Quatro Pilastras, na UFV, até ao bairro São José (Laranjal), perfazendo um total de cinco quilômetros de rede, em um investimento de cerca de R$ 5 milhões.
No Córrego da Conceição, desde a Rua das Estrelas até a Travessa Purdue, no centro, foram construídos 2,5 quilômetros de interceptores em um investimento de R$ 650 mil. Já no Córrego das Coelhas, o investimento foi da ordem de R$ 100 mil na instalação de um quilômetro de interceptores de esgoto.
Mas, diferente disso o tratamento do esgotamento sanitário da cidade ainda não é feito porque a obra da Estação na Barrinha não consegue sair do papel. Os recursos para a sua construção, inclusive com a complementação dos interceptores do São Bartolomeu e do Córrego da Conceição, estão aprovados no PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento).
O vereador Professor Idelmino (PCdoB) vem cobrando explicações do Saae sobre o assunto, mas nunca é atendido pela direção da autarquia. Na reunião dessa semana, terça-feira, 28, ele voltou a falar da situação e afirmou que a ETE Barrinha “é uma obra estruturante e uma das mais importantes dos últimos anos no município”.
A preocupação do vereador é quanto à utilização da verba disponibilizada e que precisa ser investida até 2020, sob pena da perda do recurso. “A inoperância administrativa do atual Poder Executivo de Viçosa pode fazer com que a obra não seja concluída, ocasionando sérios prejuízos à população que tanto necessita desse serviço básico”, disse.

 

Autor: Folha da Mata

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