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Buracos reaparecem poucos dias após serem tapados pela Prefeitura de Viçosa

Não foi preciso mais que uma semana para que muitos buracos que foram tapados em uma operação da PMV (Prefeitura Municipal de Viçosa) ressurgissem. Além do problema não ter sido resolvido, a qualidade dos materiais e do serviço desagrada a população.
No bairro Santo Antônio, por exemplo, a avenida Joaquim Lopes de Faria já apresenta, novamente, buracos em alguns trechos, mesmo após a operação “tapa buracos” ter passado por ali recentemente. A situação também se repete nas ruas dos Passos e Benevuto Saraiva, próximo da Capela Mortuária do Hospital São João Batista. Esses locais, segundo moradores da região, foram atendidos pela operação na semana entre os dias 19 a 23 últimos.
Já na avenida Jacob Lopes de Castro, próximo à rua Aristeu Fernandes e Travessa Jacob Lopes de Castro, os buracos foram tapados há três semanas, mas alguns deles também voltaram a aparecer. Parte do asfalto colocado no início desta semana nas rampas para veículos das faixas elevadas na Rua dos Passos, que antes estavam com as ferragens expostas, foi perdido em dois dias. Nessa faixa elevada a calha de escoamento das enxurradas continua entupida, formando uma lagoa a cada chuva, o que ajuda na deterioração do asfalto. Outro problema relato por usuários dessas vias é provocado pelo pedregulho que se solta do asfalto, de baixíssima qualidade, utilizado para o serviço. Esse pedregulho deixa os locais escorregadios para motocicletas, bicicletas e pedestres, que também ficam, em alguns casos, com algumas delas agarradas na sola do calçado. Além disso, o pedregulho que se solta ajuda a entupir calhas e redes de escoamento.
Em sua edição retrasada, o jornal Folha da Mata noticiou o surgimento de buracos em diversas ruas do município, agravado pelo início das chuvas. Em entrevista à reportagem, o secretário de Obras e Serviços Urbanos da PMV, Luís Vinicius de Castro Rangel, havia explicado que uma operação tapa-buracos estava em andamento, mas que dependia da previsão do tempo (sem chuvas) para dar sequência aos trabalhos.

O QUE DIZ A PREFEITURA AGORA
Por meio da DCM (Diretoria de Comunicação), a PMV disse que a operação tapa-buracos é realizada buscando atingir maior nível de qualidade possível, mesmo com a existência de diferentes tipos de base, como solo, bloquetes ou pedra fincada.
A base, segundo a PMV, é a causa de quase a maioria dos buracos nas vias. “90% das causas de buracos em pavimentos são causados pela existência de base sem o devido tratamento ou nenhum tratamento na realização inicial da obra, isso acontece muito em pavimento asfáltico colocado sobre bloquetes”, ressalta.
Sobre o serviço perdido nos últimos dias com o reaparecimento de buracos, a prefeitura justificou dizendo que nessas ocasiões ocorreram chuvas ao fim do dia dos trabalhos. “Os serviços perdidos ocorreram pela aplicação de massa (asfáltica) em um dia que houve chuva no fim do dia, frisando que a não havia previsão de chuvas para aquele dia. Os serviços serão refeitos buscando a qualidade desejada”, garantiu.
Em relação ao “farelo de asfalto”, a PMV explicou que ele ocorre porque o asfalto não é compactado por completo, etapa concluída pelos veículos que transitam pela rua. “O pavimento flexível deve passar por etapas de compactação com rolo liso e rolo de pneu que em uma obra de maior extensão dão o acabamento final do pavimento, na operação tapa buraco não é possível esse tipo de operação por ser aplicação de massa localizada, sendo a compactação realizada com placa e o acabamento acaba sendo realizado com a liberação do trânsito e a passagem dos pneus”, detalha a PMV.

 

Autor: Folha da Mata

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